O tema do número 98 da revista australiana Oyster é música e um dos editorias, fotografado por Benny Horne, é divertidamente inspirado nas super fãs histéricas dos anos 60.
Olha que legal.
É ou não é a cara desse blog?
O tema do número 98 da revista australiana Oyster é música e um dos editorias, fotografado por Benny Horne, é divertidamente inspirado nas super fãs histéricas dos anos 60.
Olha que legal.
É ou não é a cara desse blog?
Já viram esses tênis inspirados nas nossas redes sociais preferidas? Eles foram criados pela designer Lumem Bigot, que resolveu reunir suas paixões moda, design e internet ao criar os modelos.
Segundo a moça, a ideia era encontrar os elementos gráficos mais importantes das suas redes sociais favoritas e aplicá-los em seus pares de sapatos preferidos, tentando manter viva a essência de cada marca. Eu amei e teria um de cada. E vocês? Continue lendo →
O The Selby é um blog de design/arquitetura que eu adoro. A ideia do Todd Selby, criador da coisa toda, era mostrar pessoas relevantes para artes, moda, arquitetura, música ou design em seu ambiente criativo pessoal, ou seja, sua casa.
Depois disso comecei a pensar mais nessa história de como deve ser a casa das pessoas legais, que eu admiro. E acabei criando uma coleção de lugares preferidos, que encontrei em vários outros sites do gênero, como o Apartment Therapy e o Refinery 29. Podem babar:
- Apartamento da Julia Restoin Roitfeld (NY)
- Casa do Pharrell Williams (MIA)
(tá à venda, viu? Vai que você tá podendo…)



Ahh, a Páscoa. Época de reunir a família, comer peixe, acreditar no coelhinho, decorar a casa e comer muito chocolate, certo? Bom, só meio certo, porque conheço algumas pessoas que detestam chocolate. Minha grande amiga Georgia, por exemplo, ama Páscoa, mas não come chocolate de jeito nenhum.
Pensando nisso e em quem vai receber a família e quer decorar a casa pra ocasião, fiz essa lista de coisas fofas que você pode dar de presente pra quem não come chocolate ou usar pra deixar sua Páscoa mais bonita:
1. Essa loja dentro do Elo7 vende esse pregador em forma de coelhinho. Imagina fazer um varal cheio de mensagens ou desenhos pregados com eles? O melhor é que custa só R$3
2. O segundo é perfeito pra quem não come chocolate, mas não dispensa um doce. O cookie em formato de coelho é da Cookieria. Vem no sabor baunilha e custa R$10
3. e 5. Esses dois são pra quem vai receber a família e quer decorar a casa a caráter. A número 3 é a linha Pasco-íris da Tok-Stok, com coelhinhos e porta-ovos. A número 5 é a linha Fofoelhos, da mesma loja.
4. Se na sua família tem um monte de crianças e você quer fazer brincadeiras, esse kit de caça aos ovinhos é perfeito. Vem com duas sacolas e adesivos de patinhas pra fazer o rastro.
Agooora, se você não é desses que detestam chocolate, nem tá numa dieta louca, vale conferir os verdadeiros orgasmos múltiplos em forma de ovo de Páscoa que tem por aí. Eis os meus eleitos:
1. Ovo de chocolate com doce de leite. Pronto, isso já e resume a gostosura e nem preciso falar mais nada. Vende na Havana.
2. Esse é o coelhinho mais lindo de todos os coelhinhos da Páscoa. Principalmente porque é feito de chocolate Lindt. Golden Bunny FTW! Yummy.
3. Diamante negro entra fácil no meu Top 10 de chocolates da vida. Lembro sempre do meu pai trazendo uma barrinha pra mim e outra pra minha mãe, quando eu era criança. Muito amor.
4. Sempre que quero mandar um presente fofinho pra alguém, gosto dos serviços da Flores Online. Principalmente essas cestas, que dá pra mudar os acompanhamentos. Nessa época eles ficam cheio de cestas temáticas. Vale dar uma passada.
5. Tem como não amar esse ovo? Até eu que dificilmente como Nhá Benta me rendo à essa versão do chocolate recheado de marshmallow. Uma verdadeira afronta àquela dieta que você tentou manter o ano inteiro. Cadê seu óleo de côco agora?
Quem me conhece sabe que eu adoro street art e que alguns dos meus sites e blogs favoritos são sobre o assunto. E foi num desses blogs que eu conheci o trabalho da romana Alice Pasquini, uma artista multimídia que também trabalha com ilustração, instalação e animação.
Dá uma olhada no traço da moça e me diz se não é bom.
Gostou?
Dá pra ver mais do trabalho da Alice aqui.
OMG! OMG! Sempre quis ter uma bolsa assim, mas nunca pensei que encontraria.
A princípio elas até parecem em 2d, recortadas de algum cartoon maluco em tamanho natural. Só que basta uma segunda olhada para perceber que essas são bolsas bem reais. Com compartimentos internos, inclusive.




A ideia foi de uma marca – sabiamente – chamada de Jump From Paper e elas custam até 99 dólares. Queria taaanto essa com as alças laranjas.
Vi lá no BuzzFeed.
Estava tentando escrever posts sobre alguns fatos dos últimos dias, mas achei melhor pôr tudo num lugar só.
Um deles era pra comentar a vergonha alheia que senti com essa vinda do príncipe Harry para o Brasil. O que foi essa matéria que levou uma “candidata a princesa” pra conhecer o moço? E a mulherada gritando, pirando na história? Como bem disse minha amiga Lili no Twitter: acho q eu esganaria minha filha se ouvisse ela gritando HARRY I LOVE U.
Fora isso, tô morrendo de ansiedade pra nova temporada Mad Man. Já deu pra descobrir que essa quinta temporada pode revelar ainda mais coisas do passado de Don. Também vamos saber mais sobre a moça que roubou o coração dele. E, pelas fotos de divulgação, dá pra ver que eles continuam com o figurino impecável. O primeiro episódio vai ao ar no dia 25/03 e (adoro!) vai ter duração de duas horas.
Aproveitando o momento vintage, depois de ver essas propagandas de moda antigas, fiquei obcecada, vendo todos os anúncios do tipo que consegui encontrar. Lindos. Talvez por isso haja tanta campanha por aí fazendo essa “volta ao passado”.
E pra terminar, fiquei sabendo recentemente que Sex And The City vai ganhar uma nova versão. Prevejo mais uma geração de mulheres brigando pra ver quem vai ser a Carrie ou sei lá mais quem, todas querendo morar em NY. Pras deslumbradas de plantão, esse texto a realidade e aconselha: trate Sex And The City como Star trek. É um estranho novo mundo que você nunca visitará, exceto na TV.
Ainda procurando referências de decoração, acabei encontrando no Nerdcore esse quarto de hotel metade grafitado, metade branco.. O hotel em questão é o exclusivo Au Vieux Panier, em Marselha, que tem apenas cinco quartos redecorados anualmente por top artistas e designers desse mundão.Esse quarto aí foi criado por um artista gráfico chamado Tilt e ganhou o nome de The Panic Room.
É bonito, artístico, etc. Mas, convenhamos que deve dar mesmo um certo pânico dormir num lugar com lados tão diferentes, um todo calmo e pacífico e outro assim coloridão e com cara de bagunçado. Você deve acordar com a sensação de não saber direito em que lugar passou a noite.
Quem acompanha meu Twitter deve ter visto que comentei sobre a reforma aqui em casa. Nem ia mencionar aqui no Supremas, mas agora que acabou a parte “feia” da coisa (quando quebram tudo), dá pra respirar mais aliviada e seguir adiante, direto pra parte legal que é a escolha dos móveis e objetos de decoração.
Começando do início (nhé), é bom explicar que me mudei pra um novo apartamento em dezembro do ano passado. Eu morava num apartamento grande, todo bonitinho, arrumado, decorado, com pintura nova, tudo com tons de rosa, uma fofura só. Ele só tinha dois problemas: o piso era todo de carpete (sim! quem usa carpete em 2012?) e os banheiros eram os menores que já vi. Pra não morrer de alergia com o piso, nem de raiva por esbarrar no box enquanto escovava os dentes, eu e o marido decidimos mudar.
Viemos morar a um quarteirão de distância do outro prédio, num apartamento um pouco menor, mas com piso de madeira, janelão e banheiros grandes (você, mulher, que quer espaço pras bugigangas femininas em cima da bancada da pia, vai me entender).
Só tinha um detalhe: o apartamento é beeem mais velho e detonado que o outro. As luminárias eram dos anos 80, horrorosa, as luzes nos espelhos dos banheiros tavam caindo aos pedaços, a pintura toda borrada… E, o pior de tudo, meus móveis rosinhas-fofinhos não combinavam direito com as cores meio modernetes do aparamento. Até que tentei arrumar com o que tinha, mas realmente, tava um horror.
Foi aí que decidi revolucionar. Chamei eletrecista, pintor e resolvi trocar todos os móveis da sala. Se é pra ficar bonito, vamos fazer direito. O eletrecista já veio, trocou todas as luminárias e deixou tudo no esquema. Agora o pintor tá aqui dando um jeito na sala.
A ideia é que o apartamento fique completamente diferente do que eu morava antes. A paleta de cores agora vai ter branco, preto e amarelo e nada dos tons pastéis que antes dominavam minha casa. Quero que a sala (mesmo sendo moderna) fique com um toquezinho vintage, e pra isso, me inspirei em alguns desses ambientes aí embaixo. Vem comigo:


Minha nova sala é meio complicada porque tem um ângulo torto, menor que 90 graus. Pra tirar a atenção dessa parte estranha do ambiente, decidi que uma das paredes vai ser coberta por quadros, um completamente diferente do outro.
Mesmo puxando as cores mais pro trio preto-branco-amarelo, quero que algumas parte tenham um colorido maior. Pra isso, vai ter uma luminária vermelha, alguns outros objetos em cores primárias e queria conseguir umas prateleiras tipo essas aí de cima pra encher de livros bonitos. Além disso a sala de estar é junto com a de jantar e, como o espaço é menor do que do meu apartamento antigo, precisei me livrar de uma mesona branca que tinha. A ideia agora é trocar por uma menorzinha, de preferência redonda.

É obvio que também quero ter um mini bar da sala. Quem não quer? Se vier com um radinho antigo junto, melhor ainda.
Bom, vou continuar aqui no processo de arrumação, assim que conseguir colocar as coisas no eixos, posto umas fotos pra vocês verem como ficou. Ah, e se alguém aí tiver dicas de decoração nesse estilo, me fala que tô precisando (viu, dona Juju?).
Magdalena Carmen Frida Khalo y Calderon Rivera é, na minha opinião, uma inspiração para a vida toda. Não só pela sua arte, que eu adoro, como também pela sua personalidade, suas idéias, suas crenças, sua força e seu estilo de vida. E como fã que sou, bastou ver que a biografia de Hayden Herrera [aquela na qual foi baseado o filme de 2002, com Salma Hayek) já estava disponível numa prateleira da Livraria Cultura [o livro é de 1983, mas só agora foi lançado no Brasil], pra levar pra casa e colocar todas as outras leituras na fila de espera.
De tudo o que li até agora [num ritmo de alfabetização, com pena do livro acabar – alô, felicidade clandestina], o trecho que mais me emocionou fala sobre o modo de vestir de Frida, como ela escolhia suas roupas e acessórios, como penteava o seus cabelos, o porquê dessas escolhas e a relação de tudo isso com a estética da sua arte.
Admito que é um trecho longo para um blog [nesses nossos tempos de 140 caracteres], mas é também extremamente interessante para quem se interessa por arte, estética, moda e comportamento. Ou pra quem simplesmente é tão fã dessa mulher que “deu à luz a si mesma” quanto eu.
“Claramente, não foi a informalidade boêmia que instigou Frida a usar em seu casamento roupas emprestadas de uma criada indígena. Quando optou por vestir as roupas tehuanas, Frida estava escolhendo uma nova identidade, o que ela fez com todo o fervor de uma freira que toma o véu.
Mesmo em menina, para Frida as roupas eram uma espécie de linguagem, e a partir de seu casamento as intricadas relações entre roupas e autoimagem, e entre estilo pessoal e estilo de pintura, formam uma das tramas secundárias do desenrolar de seu drama. O traje que Frida decidiu adotar era o das mulheres do istmo de Tehuantepec, e as lendas em torno delas sem dúvida informaram sua escolha: as mulheres de Tehuantepec são famosas por serem imponentes, sensuais, inteligentes, corajosas e fortes. Segundo o folclore, vivem em uma sociedade matriarcal, em que as mulheres dirigem os mercados, cuidam das questões fiscais e dominam os homens. E a roupa é linda: um blusão bordado e uma saia comprida, geralmente de veludo vermelho ou púrpura, com uma prega de algodão branco na bainha. Os acessórios incluem correntes de ouro e colares de moedas de ouro, que constituem o arduamente conquistado dote das moças, e, em ocasiões especiais, um primoroso adorno de cabeça com plissês rendados e engomados, semelhantes a um rufo elisabetano de tamanho fora do comum.
Às vezes, Frida usava trajes de outras épocas e lugares; às vezes, misturava elementos de diferentes trajes em um conjunto cuidadosa e harmoniosamente combinado. Ela podia usar huaraches (sandálias) indígenas ou botinhas de couro do tipo usado nas províncias do início do século, bem como pelas soldaderas que tinham lutado junto de seus homens na Revolução Mexicana. Às vezes, quando posava para a fotógrafa Imogen Cunningham, Frida enrolava o rebozo em torno do corpo, à maneira de uma soldadera. Em outras ocasiões, envergava um lenço de seda espanhola, ricamente bordado e decorado com franjas. Camadas de anáguas, em cujas bainhas a própria Frida bordava ditos populares mexicanos obscenos, conferiam a seu andar graciosidade e balanço especiais.
Para Frida os elementos do vestuário eram uma espécie de paleta, da qual ela selecionava a cada dia as imagens de si mesma que queria apresentar ao mundo. As pessoas que assistiam ao ritual com que Frida se vestia lembram o tempo e o cuidado que ela dedicava ao ato de escolher as roupas, de seu perfeccionismo e precisão. Muitas vezes, com uma agulha nas mãos, ela improvisava antes de colocar uma blusa, acrescentando uma fita aqui, uma renda acolá. Decidir que cinto combinava com que saia era uma questão séria. ‘Funciona?’, ela perguntava. ‘Ficou bom’? ‘Frida encarava com uma atitude estética o ato de se vestir’, recorda a pintora Lucile Blanch. ‘Ela estava pintando um quadro completo, com cores e formas.’ Para acompanhar os trajes exóticos, Frida arrumava os cabelos em diversos estilos, alguns penteados típicos de certas religiões do México, alguns de invenção própria. Ela puxava os cabelos pra trás, às vezes com tanta força nas têmporas que chegava a doer, e depois amarrava ou trançava com fitas coloridas de lã e decorava com tiaras, faixas, grampos ou primaveras frescas. (…)
Frida adorava jóias, que desde os primeiros dias de casados Rivera lhe dava em profusão, como se dedicasse oferendas à uma princesa indígena. Ela usava jóias de todo tipo, de contas de vidro baratas e pesados colares pré-colombianos de jade, de adornados brincos pendentes e coloniais a um par no formato de mãos, presente que ganhou de Picasso em 1939. Seus dedos exibiam um desfile de anéis em constante mudança, com peças de diversos estilos e origens. Em gestos de generosidade impulsiva, as pessoas davam-lhe anéis de presente, e Frida os distribuía com a mesma prodigalidade. (…)
Sempre uma forma de comunicação social, com o passar dos anos as roupas de Frida se converteram em antídoto contra o isolamento; mesmo no fim da vida, quando estava muito doente e recebia pouqíssimas visitas, ela se vestia com o apuro de quem se preparava para ir a uma festa. Assim como os autorretratos confirmavam sua existência, as roupas faziam com que a mulher frágil, quase sempre presa à cama, se sentisse mais magnética, mais visível e mais enfáticamente presente como objeto físico no espaço. Paradoxalmente, eram uma máscara e uma moldura. Uma vez que definiam a identidade de quem as usava em termos de aparência, as roupas distraíam Frida – e o observador – da dor interior. Frida dizia que as usava como por ‘coqueteria’; ela queria esconder as cicatrizes, ocultar a perna manca.
A esmerada embalagem era uma tentativa de compensar as deficiências do corpo, seu senso de fragmentação, dissolução e mortalidade. À medida que sua saúde foi declinando, fitas, laços, flores e jóias foram ficando cada vez mais elaborados e coloridos. Em certo sentido, Frida era como uma piñata mexicana, uma frágil gamela, em geral de papel machê, cheia de balas e doces, no formato de estrela e toda enfeitada com balangandãs e lantejoulas, mas destinada a ser esmagada. Pendurada por uma corda, a piñata fica a mercê dos golpes de crianças de olhos vendados, que têm de acertá-la com um cabo de vassoura até que a gamela se rompa e as balas caiam. Assim era Frida, recebendo da vida pancada atrás de pancada. Enquanto a piñata dança e balança, o conhecimento de que ela está prestes a ser destruída torna ainda mais pungente sua beleza colorida. Da mesma maneira, a decoração de Frida era comovente: era a um só tempo uma afirmação de seu amor pela vida e um sinal de sua consciência – e de sua atitude de desafio e rebeldia – da dor e da morte.”
Leu até aqui e ficou curiosa(o) pra ler o livro todo? Encontramos o menor preço aqui, mas também tem aqui, aqui, aqui e aqui.
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