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Projeto SalvaCão – Todos juntos somos fortes!

Todo mundo tem um animalzinho de estimação. Bom, talvez não toooodo mundo, mas você aí que está lendo esse texto deve ter ou pelo menos já ter tido um. Não teve? Bom, talvez essa seja a hora certa de ter!

O Projeto SalvaCão é uma iniciativa da Lelê Siedschalg e vários amigos que desde março de 2011 vêm salvando vidas. Exatamente. Vidas muito preciosas que as vezes a gente não para pra pensar o quanto são especiais.

O projeto resgata animais vitimas de abandono, maus tratos e violência, afinal, esses bichinhos não podem se defender sozinhos e a gente sabe que, inexplicavelmente, tem gente por aí pronta pra fazer mal a eles. Além do resgate, eles procuram pessoas interessadas em adotar os animais e também dão todas as informações necessárias pra você denunciar abuso e maus tratos.

O projeto não tem sede, por isso eles dependem de doações e ajuda de todo mundo que quiser participar um pouquinho nesse processo pra deixar a bicharada muito mais feliz e saudável. No site projetosalvacao.org você pode saber mais sobre como ajudar, como denunciar e como participar dessa idéia que preza por fazer o bem, afinal, ajudando o Projeto SalvaCão você também se torna um protetor dos animais!

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28 de setembro: dia de luta pela descriminalização do aborto

Foto: Nessy Lanza

 

Hoje é Dia Latino-Americano e Caribenho pela Descriminalização e Legalização do Aborto. A data luta por um direito feminino que ainda não adquirimos: o direito ao próprio corpo.

As estatísticas comprovam: muitas mulheres morrem por causa de abortos clandestinos. E estas não são as ricas, aquelas que encontram apoio em seus ginecologistas, que simulam curetagens e abortam. Falamos das mulheres que caem nas mãos de curiosas, que tomam remédios abortivos sem orientação e acompanhamento médico. As muitas que abortam sem dinheiro, que (num julgamento superficial nosso) erraram, mas que não querem que este erro se propague em uma criança sem futuro, em um filho como um fardo.

Diana Whitten, no TedxAmazônia, explicou um pouco mais sobre esta questão hipócrita e ainda contou sobre o projeto que acompanhou: que faz uso da não territorialidade das águas para que embarcações se aproximem de litoriais e possibilitem o aborto.

Imaginemos que, hipoteticamente, fosse no corpo do homem que a gravidez acontecesse. Que por nove meses o corpo dele mudasse. Que os hormônios alterassem humor, fome, jeito, fúria. Que este homem precisasse parar, no mínimo, seis meses de sua vida para se dedicar quase que integralmente para uma pequena vida que mal conhece. Com quem muitas vezes não tem afinidade porque, veja bem, está com o corpo repleto de mudanças, interiores e exteriores, que desconhece.

Se assim fosse, se o homem fosse o responsável por propagar a vida dentro de si, o aborto já teria sido legalizado. E esta frase não é minha. É mantra, lugar-comum, coisa que todo mundo diz. Porque todo mundo sabe que é verdade. Independência, direito ao próprio corpo e poder de decisão – de colocar a própria vida em primeiro lugar – são coisas que nossos homens já alcançaram há tempos. Nós não.

E antes de entrarmos em questões filosóficas e religiosas, coloco aqui que o que me move nesta luta é o fato de que o aborto já é feito. Muito. Todos os dias, o ano inteiro. Por gente que você conhece e nem imagina. Se você faria ou não, não cabe a nenhuma de nós julgar.

Meus sinceros desejos a todas nós, mulheres, é que seus filhos (nossos filhos) sejam queridos e bem-vindos neste mundo e que dar à luz seja uma experiência tão gratificante quanto a que nos contou também no TedxAmazônia Suely Carvalho, esta parteira comprometida com o bem nascer.

Mas se assim não puder acontecer, desejo, do fundo do coração, que você continue viva.

E se você também quer propagar esta ideia, divulgue este texto. Vamos nos unir no dia de hoje nesta blogagem coletiva.

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