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Contagem regressiva para o Oscar 2014

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Nesse domingo, além de ser carnaval, tem Oscar! Um grande programa para quem, como a gente, tem mais habilidade em conferir os looks do tapete vermelho e comentar sobre os vencedores do que samba no pé propriamente dito.

Esse ano a preparação foi feita direitinho: fizemos maratona de filmes, assistimos as outras premiações pra identificar os favoritos e já tem até pipoca na despensa, só esperando o domingo chegar!

Mas enquanto não chega, vamos aquecendo com as apostas, começando com a categoria Melhor filme:

Doze Anos de Escravidão

Se fosse apostar dinheiro, seria nesse filme como o que tem mais chances de levar o Oscar. Pra quem ainda não assistiu, ele conta a história real de Salomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro que nasceu livre em Nova York, mas que em 1841 foi sequestrado e levado para trabalhar nas fazendas de algodão do sul dos Estados Unidos. Salomon foi um dos poucos sequestrados que conseguiu ganhar a liberdade e a história é baseada no livro que ele escreveu depois dessa experiência horrorosa.

Porém, só recomendo assistir se você tiver estômago forte. A história por si só já é muito bem pesada e Doze Anos de Escravidão ainda te dá porrada atrás de porrada. O filme expõe a vida dos escravos, que eram tratados como verdadeiros objetos, e eleva o sofrimento à milésima potência com cenas de tortura intermináveis e lamentos doídos. (Marina)

Clube de Compras de Dallas

Mais um filme de despedaçar o coração. Também baseado em uma história real, Clube de Compras de Dallas se passa nos anos 80 e conta a história de Ron Woodroof (Mathew McConaughey), um cara ~comum~ do Texas que é diagnosticado com o vírus da AIDS num momento em que pouco se sabia sobre a doença. Ele percebe que os tratamentos disponíveis nos hospitais não são eficazes e monta um esquema para distribuir remédios não autorizados pelo governo americano para outros pacientes.

O interessante da história é ver a mudança de perspectiva de Ron, que no início faz o tipo cowboy machão, super homofóbico. No hospital, ele conhece a transexual Rayon (Jared Leto), os dois começam a trabalhar juntos e aos poucos a amizade vai crescendo.
É lindo? É. Tem atuações incríveis? Tem (e até capaz de Mathew levar esse Oscar de Melhor Ator). Porém, acho que Doze Anos de Escravidão é um candidato mais for ao Oscar de Melhor Filme. (Marina)

Trapaça

Depois de passar o final de semana semideprimida por ter assistido Clube de Compras de Dalla e Doze Anos de Escravidão na sequência, ontem foi um alívio parar pra assistir Trapaça. Certamente não leva o Oscar (é leve demais pra isso), mas ter esse filme em meio a histórias tão pesadas me deu uma boa sensação, tipo ficar na frente do ar condicionado num dia de muito calor.

O filme não chega a ser uma comédia, mas garante situações bem divertidas. Passado nos anos 70, Trapaça conta a história de Irving (Christian Bale) e Sydney (Amy Adams), dois golpistas que são pegos por um agente do FBI e, para tentar se livrar da pena, têm que trabalhar para ele. Só que a coisa vai ganhando uma proporção inimaginável. Eles se metem com a máfia, figurões da política e têm que lidar com Rosalyn (Jennifer Lawrence), a esposa louca de Irving aparece pra deixar tudo ainda mais confuso.

Aliás, um parêntese aqui: achei que estavam supervalorizando a performance de Jennifer Lawrence com essa indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante, mas olha, ela tá perfeita como Rosalyn e acho que tem boas chances de levar mais uma estatueta pra casa.(Marina)

O Lobo de Wall Street

Depois de ter 350 milhões de filmes indicados ao Oscar e ter levado somente uma estatueta pra casa, quem sabe agora Martin Scorsese leva mais um. O filme é inspirado nas memórias de Jordan Belfort, um corretor de títulos de Nova Iorque que construiu um império na década de 90 por meio de fraudes e corrupção em Wall Street. Foi por causa de caras como Jordan que a economia americana quase quebrou em 2008.

Problemas políticos à parte, o que faz com que esse filme seja incrível é que ele consegue entreter e arrancar boas risadas contando uma história que te faz sentir torcer pelo personagem e nojo dele ao mesmo tempo. A trilha sonora é fantástica, a atuação do Leo é incrível, além de estar lindo, como sempre. Aliás, ele é nosso preferido para a estatueta de melhor ator!

Eu que sou uma grande fã do Scorsese achei que é possível encontrar muitas referências do clássico “Os Bons Companheiros”. (Fernanda)

Ela

Ela conta a história de Theodore, um escritor solitário que se apaixona por um programa de computador. Lendo assim parece bizarro, né? Mas é lindo!

É o tipo de filme para quem está atrás de reflexão e não de entretenimento. Ela faz você pensar no futuro da humanidade, no uso da tecnologia e até onde ela pode interferir nas nossas vidas e no significado real do amor e na forma engessada como ainda enxergamos isso hoje em dia.

O que eu mais gostei é que ele mostra tudo isso acontecendo de forma muito natural, sem sensacionalizar o futuro com carros voadores ou robôs, por exemplo. Eu torço muito para que ele pelo menos o Oscar de melhor roteiro original. (Fernanda)

Gravidade

Ao contrário de Ela, Gravidade é pura ação e entretenimento. Eu assisti em uma sala IMAX 3D e foi impressionante ver um filme que foi inteiramente pesado para essa tecnologia. Além de muito bem feito e realista, faz você se sentir parte do que está acontecendo.

Mas, isso faz com que o filme perde metade do seu impacto se visto na TV da sua casa, na minha opinião. É uma história bem contada, com todos os elementos para um bom filme de ação e aventura: um galã, uma mocinha, explosões, momentos de tensão e muitos efeitos especiais. (Fernanda)

Capitão Philips

O filme foi inspirado na biografia do marinheiro americano capitão Richard Phillips que teve seu navio cargueiro sequestrado e foi mantido como refém por um grupo de piratas somalianos.

O filme é excelente, Tom Hanks, como sempre, dá um show e Barkhad Abdi, o lider dos sequestradores somalianos teve sua atuação premiada pelo BAFTA.

Uma das coisas que faz com que o filme retrate o desespero real vivido pelos reféns é que os piratas mal falam inglês e, por isso, as negociações são muito complicadas. Um fato curioso é que eu assisti ao filme no Vietnã em inglês, com legendas em vietnamita. Isso fez com que eu sentisse um pouco desse desespero já que não podia entender o que eles estavam falando. Não acho que leve o Oscar, mas vale assistir. (Fernanda)

Nebraska

 

Esse foi o único da lista que ainda não conseguimos assistir, vai ser o programa de hoje a noite. Mas basicamente é a história de um senhor que é trollado pelo correio por uma dessas propagandas  do tipo “você acaba de ganhar 1 milhão!”. Ele acredita e faz uma viagem até Nebraska com o filho para retirar o prêmio.

Na verdade, não importa muito porque Doze Anos de Escravidão vai granhar anyway. Mas vamos assistir mesmo assim e amanhã postamos um update.

UPDATE:

Nebraska é um grande filme sobre a busca pelo sentido da vida, fiquei impressionada. Agora vou ter que fazer uma correção: não acho que a Jennifer Lawrence leva o Oscar nesse domingo. Se dependesse de mim, June Squibb ganharia como melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Nebraska, principalmente por causa dessa cena:

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A gente sabe que esses filmes não seriam os mesmos e nem entrariam pra essa lista de indicados se não fossem as grandes atuações que vemos neles. Por isso, vamos aos atores e atrizes:

Melhor Ator

Indicados:

Matthew McConaughey, por “Clube de Compras Dallas”
Bruce Dern, por “Nebraska”
Chiwetel Ejiofor, por “12 Anos de Escravidão”
Christian Bale, por “Trapaça”
Leonardo DiCaprio, por “O Lobo de Wall Street”

Nossa aposta:

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Leonardo DiCaprio, por “O Lobo de Wall Street”

Por que? Apenas porque já zoaram demais com a cara do menino…

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Mentira, não é só por isso, mas pelo conjunto da obra. DiCaprio é um excelente ator, produtor e um dos nomes mais influentes de Hollywood e está mais do que na hora de ele ser premiado.

Melhor Atriz

Indicadas:

Cate Blanchett, por “Blue Jasmine”
Meryl Streep, por “Álbum de Família”
Judi Dench, por “Philomena”
Sandra Bullock, por “Gravidade”
Amy Adams, por “Trapaça”

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Cate Blanchett, por “Blue Jasmine”

Por que?

Porque Blue Jasmine é simples, mas traz alguns dos diálogos mais inteligentes e realistas de Woody Allen dos últimos anos. Isso exigiu muito da interpretação de Cate, o que basicamente faz o filme. Ela está perfeita no papel da esposa socialite que perde tudo e precisa voltar a se acostumar com a pobreza.

Melhor Ator Coadjuvante

Barkhad Abi, por “Capitão Phillips”
Bradley Cooper, por “Trapaça”
Jared Leto, por “Clube de Compras Dallas”
Michael Fassbender, por “12 Anos de Escravidão”
Jonah Hill, por “O Lobo de Wall Street”

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Jonah Hill, por “O Lobo de Wall Street”

Por que?

Bom, a impressão que eu tinha é que Jonah Hill sempre foi do menino gordinho das comédias de besteirol americano. E, embora a sua personagem seja responsável por grande parte das risadas do filme, ele interpreta um cara completamente patético e sem noção e faz aquilo que um ator coadjuvante está no filme para fazer: ser uma peça fundamental para o sucesso da personagem principal e por isso ele merece ganhar, na minha opinião.

Não achei nada melhor que essa cena. Tem um trailer da personagem, mas não achei bom. Aqui mostra um pouco do quanto ele é sem noção, hehehe.

Melhor Atriz Coadjuvante

Lupita Nyong’o, por “12 Anos de Escravidão”
Jennifer Lawrence, por “Trapaça”
June Squibb, por “Nebraska”
Julia Roberts, por “Álbum de Família”
Sally Hawkins, por “Blue Jasmine”

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Jennifer Lawrence, por “Trapaça”

Por que? Essa foi difícil de decidir porque tem outras ótimas atrizes no páreo. Porém, Jennifer tá impecável na pele de Rosalyn, uma dona de casa desesperada de New Jersey, rainha do comportamento passivo agressivo. Difícil negar que a cena dela cantando “Live And Let Die” é uma das melhores do ano.

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Bom, essas foram nossas apostas pra domingo. O que vocês acham? Vamo fazer esse bolão aí?

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Inspiração: Shepard Fairey e OBEY

Em 1989, Shepard Fairey – criador de uma das ilustrações mais famosas do Sr. Obama – era só um estudante de Design na Escola de Design de Rhode Island, quando tornou-se responsável por uma das primeiras campanhas “virais” do mundo.

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Essa arte aí de cima foi criada pelo rapaz, enquanto tentava ensinar um amigo a fazer stencil, e logo se transformou em um adesivo que hoje pode ser visto espalhado por vários continentes. Um projeto que misturou coragem, mixagem, contracultura e pop-art, além de ter o tom certo de questionamento que a sociedade precisava na época

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Em 95, um documentário da Helen Stickler contou a história toda do movimento e foi aplaudido pela elegante e pomposa platéia do Sundance, um festival de cinema mega prestigiado.

A boa notícia é que, além do documentário, agora a gente pode ter uma ideia melhor de como a coisa toda aconteceu. O diretor Julian Marshall, em parceria com o roteirista Alex Jablonski, filmou um curta de 20 minutos que conta alguns detalhes dessa “obra prima” de um dos precursores da arte de rua. Prepara a pipoca e curte aí:

OBEY THE GIANT – The Shepard Fairey Story from Julian Marshall on Vimeo.

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7 curiosidades sobre a primeira calça jeans do mundo – Levi’s 501

1) Criada em 1873 por um imigrante alemão e um imigrante judeu, a primeira calça jeans do mundo foi desenvolvida pra resolver o problema dos trabalhadores americanos que sempre ficavam pelados nas fábricas por conta da baixa resistência das roupas, que  rasgavam nos lugares mais inapropriados.

2) A grande inovação do Sr. Strauss e do seu sócio Jacob não foi o “jeans”, que já era um tecido usado em roupas antes disso, mas sim a utilização de rebites que garantiam calças mais resistentes e duráveis, ideais pra quem trabalhava no campo, em minas ou em fábricas.

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Uma das primeiras Levi’s 501.

3) Foi na década de 50 que o jeans virou um ícone da moda, popularizado pelo James ai-meu-deus-que-homem-maravilhoso Dean no filme “Rebelde sem Causa”. A partir daí a peça ficou proibida de entrar em restaurantes, teatros e escolas. A proibição, obviamente, só ajudou a vender mais e mais calças. Os adolescentes e toda a turma da contra-cultura curtiram muito a ideia.

4) Além de criar a primeira calça jeans do mundo, a Levi’s também foi a primeira marca a vender calças jeans “pré-encolhidas”. Antes disso você tinha que comprar a calça levando em consideração que ela iria realmente encolher (e encolhia muito!). Péssima notícia pra qualquer mulher que sonhava em caber numa 36 e tinha que comprar uma 44.

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“Se eu visto 42… melhor levar a 48.” Camila, claramente confusa.

5) O “Azul Indigo” que dá a cor característica das calças jeans foi um dos primeiros pigmentos a serem utilizados pra colorir tecidos. Na época ele era extraído de plantas, mas depois que a Levi’s criou a calça jeans e pintou a belezura de azul a indústria teve que acompanhar o processo e conseguiram desenvolver uma forma sintética de fabricação.

6) No desenho enviado pra patentear a 501 quem segurava a inchada e pousava como modelo era uma mulher (ou um cara bem feminino).

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Homem ou mulher, o que importa é que esse lencinho no pescoço não ornou.

7) Esse ano a Levi’s comemora os 140 anos do super ícone 501 e convidou a gente pra uma festa no rooftop da sua sede aqui em São Paulo. Com cerveja Duff, mini-burgers deliciosos do PJ Clarkes e um bando de gente legal, a festinha tinha uma banca de costumização de roupas onde a Verônica transformou a calça dela em um short incrível. Foi lá que a gente tirou essas fotos que ilustram o post, você pode ver outras clicando aqui.

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“Faça amor com a câmera, Camila.”

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Verônica exibindo seu mojo.

E aqui, com seu shortinho andando de skate no parque.

Fontes:

Wikipedia: Jeans // Levi Strauss Co. //  Levi Strauss // Indigo Dye // Denim //Google Patentshttp://levis501.com/Abduzeedo

 

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Os 5 piores looks do Oscar de todos os tempos

Ahh a festa do Oscar, um monte de gente linda, rica, famosa e bem vestida no mesmo lugar, certo? Bem, méedio.

Em se tratando do tapete vermelho mais disputado do mundo, o nervosismo às vezes toma conta e nem todo mundo acerta a mão na hora de se vestir. E foi por tomar decisões completamente erradas que essas atrizes entraram no hall da vergonha do Oscar para sempre:

5- Gwyneth Paltrow

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Quem diria que antes de dominar as listas de mais bem vestidas  dos tapetes vermelhor, Miss Coldplay saia de casa vestida desse jeito. Ela deve ter pensado “Não tem como errar em um Alexander McQueen”  ao escolher esse modelito para o Oscar 2002.  Mas mesmo assim não dá pra deixar passar. Só ainda tô em dúvida se ela estava pior assim, ou quando se vestiu de algodão doce para receber a estatueta de melhor atriz por sua performance em Shakespeare Apaixonado.

4. Jennifer Connelly

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Não dá pra entender: a mulher foi lá pra ganhar o OSCAR! Aí ela me vai toda embrulhada em retalhos sujos, com cabelo oleoso e ainda usa uma echarpe bagaceira. Cadê stylist com as mil opções que elas têm antes da cerimônia?

3. Geena Davis
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Tudo bem que eram os anos 90, mas nada justifica usar um vestido mullet num tapete vermelho. Ainda por cima com meia-calça, ainda por cima com esses sapatos! Isso sem falar das luvas e frufrus… Certamente um dos piores momentos que o tapete vermelho do Oscar já viu.

2. Celine Dion

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Em primeiro lugar, não sei nem dizer o que ela tava fazendo lá. Talvez tivesse ido pra cantar o tema de Titanic, mas com esse look poderia facilmente servir bebidas pra galera que ninguém ia notar que era ela. Ok, que nessa época tava na moda ir pro Oscar de óculos escuro. Mas e o chapéu? E a calça com vinco? Me explica!

1. Selma Blair
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E o Oscar de Maria Rampeira vai para… Selma Blair! Na cerimônia do Oscar de 2002, a atriz vestiu esse modelito Versace (que certamente foi concebido durante uma bad trip de termogênicos da Donatella). Nada, nada justifica.

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Ahh e se você chegou até aqui e tá se perguntando cadê Cher vestida de passista ou Bjork vestida de cisne nessa lista, pode esquecer. Essas duas são tão absurdas que de certa forma têm licença poética para usar o que quiserem e ainda sambar na cara da academia.

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Top 8: namorados perfeitos de séries

Hoje é 14 de fevereiro, dia de São Valentim, data em que muitos países comemoram o Dia dos Namorados. Apesar de aqui no Brasil a gente só comemorar oficialmente essa data tãao romântica em 12 de junho, várias pessoas já escolheram a data de hoje para dar (opa!) e receber presentinhos e mimos da pessoa amada (por que não usar ambos os dias como desculpa para o amoaar, não é mesmo?).

E se você tá solteira, não se preocupe! A gente fez uma lista ótima, só com os personagens mais queridos-fofos-cuti-cuti das nossas séries favoritas pra servirem de modelo para suas investidas amorosas. Já que sonhar é de graça, vem escolher o seu preferido!

Os eleitos da Camila:

8- Chandler Bing – FRIENDS

Aí você me liga!

Apesar de não conseguir sorrir em fotos e ter um problema com a nicotina, o Chandler é um fofo. Quem assistia a série com certeza se emocionou quando ele pediu a Mônica em casamento, chorando feito criança no meio de um monte de velas e flores. Namorar um cara desses é saber que você sempre vai ter alguém pra te fazer rir, mesmo nos piores dias.

7- Nick Miller - NEW GIRL

Só se for com você, Nick

Bonito, divertido e ainda sabe preparar bons drinks. O Nick Miller seria um namorado incrível para qualquer menina que curte conversar e dar risada enquanto saboreia alguma mistura de lichia com qualquer-coisa-alcóolica. Só falta a Jess tirar a franja da cara e correr pro colo do rapaz.

6- Pacey Witter – DAWSON’S CREEK

Awwn

Imagina um namorado que te dá um muro inteiro pra pintar. E um namorado que te leva pra velejar por aí durante o verão. E que deixa a vida mais bonita ainda toda vez que sorri. E que tenha olhos mais expressivos do que o gatinho do Shrek. Dawson, desculpa mas você não nunca teve chance.

5- Marshall Eriksen – HOW I MET YOUR MOTHER

Aceito!

Como se ser lindo, alto e divertido não fosse suficiente, o Marshall ainda trata a Lily tipo uma melhor-amiga-e-princesa-de-todas-as-coisas. Quem não quer um namorado que te deixa feliz e ame suas panquecas?

Os eleitos da Marina:

4- Jim Harper – NEWSROOM

Opa!

Apesar de nem mesmo gostar de Lisa, sua namorada de verdade, e ser completamente apaixonado por Maggie, Jim é um cara esforçado. Afinal, quem mais iria fazer o tour “Sex And The City” só para ficar mais próximo do mundo da namorada? Ele é desses caras que mergulham de cabeça no relacionamento – ou pelo menos tentam. E ainda tem o dom de dizer as palavras mágicas “vai ficar tudo bem”, mesmo quando você está no seu pior momento.

3- Jesse Pinkam – BREAKING BAD

Você não vai se arrepender! Te tiro dessa vida em 2 tempos

Ok, vocês vão dizer que ele é um metanfetaminamaníaco (oi? existe essa palavra?), instável e profundamente deprimido. Porém, Jesse já provou várias vezes que pode ser o namorado perfeito. Ele cozinha super bem – mesmo que não seja er… propriamente comida -, tem um fraco por crianças, é dono de um par de olhos verdes capazes de balançar o seu mundo e vem com todo aquele jeitinho de quem precisa de cuidados. Só acho que as futuras namoradas tem que tomar duas atitudes: dar um banho de loja, porque ô menino pra se vestir mal! E encontrar um bom psiquiatra pra resolver o complexo de inferioridade do moço.

2- Charlie Dattolo – GIRLS

Ahhh! Ela não te merece, Charlie

Ohh Charlie, coitadinho de você, foi tão maltratado pela Marnie e agora vai sofrer nas mãos de sua nova namorada hipster. Mas parece que com todo namorado perfeitinho é assim, basta o cara se apaixonar pra virar um escravo da mocinha. Pena que eles não conseguem perceber isso a tempo. Voltando ao Charlie, ele é a fofura em pessoa: trabalha com marcenaria, resolve todos os problemas das namoradas e é todo dado a romantismos.

1- Glenn Rhee – THE WALKING DEAD

Ui!

Tímido, porém, esperto e corajoso, Glenn é o tipo de cara que faz qualquer coisa pela namorada, a sortuda da Maggie. De matar zumbis amarrado a uma cadeira a bancar o psicólogo, o moço tem mil e uma utilidades. É o mais próximo de um McGuyver que você vai encontra por aí e ainda vem com uma dose generosa de meiguice. Tem como não amar?

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5 Personagens Clichês dos Filmes Românticos

Filminhos românticos são aquele tipo de coisa que assisto de vez em quando, num domingo na casa da mãe, num dia de falar bobagem com as amigas ou sozinha quanto tô zapeando pela tv. Normalmente paro pra ver até o fim, porque são fáceis de entender e (quase) sempre trazem a garantia dos finais felizes – não dá pra exigir muito mais que isso numa segunda-feira à noite, vai.

Outro dia mesmo liguei num canal tava passando Amizade Colorida. Claro que vi o filme inteiro (mesmo pensando à cada cena de flash mob que era melhor ir trabalhar em alguma coisa). É um negócio que te faz desligar do mundo. Já vi tanto desses filmes pela metade, despretensiosamente, nos intercines e TNTs da vida, que deu pra perceber um padrão. Muitos deles tem sempre:


5- A freak apaixonante

Se você me olhar mais uma vez, vou ter que partir seu coração

Já assitiu 500 Dias Com Ela? Que tal Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças? No primeiro, Zooey Deschanel encarna o típico exemplo desse tipo de personagem. Assim como Clementine, a protagonista de Brilho Eterno faz nesse filme. Ambas são lindas, meio indie doidinhas, que curtem as mesmas músicas que você, mas não se engane. Elas são ALTAMENTE PERIGOSAS e vão fazer da sua vida um inferno na primeira chance que tiverem.

Aliás a Zooey Deschanel só faz esse tipo de personagem, né? Em inglês existe até o termo Manic Pixie Dream Girl (MPDG) para designar as freaks bonitinhas. São as Amelie Poulains, as Ramonas Flowers, as Sallys que fingem um orgasmo assim, em público, no meio do café:

4- O patinho feio

Ela não é a mais popular da escola, nem a que mais se destaca no trabalho, também não parece muito promissora, mas acaba roubando a cena e os corações dos marmanjos. Normalmente, esse tipo de personagem consiste em: uma menina obviamente bonita, escondida atrás de óculos, roupas feias e um cabelo maltratado, que no final do filme vai desabrochar e virar uma linda mulher. Normalmente isso acontece depois dela passar por uma longa cena de transformação, voltando repaginada aos holofotes e em câmera lenta.

Você pode encontrar grandes exemplos desses personagens em filmes como As Patricinhas de Beverly Hills, quando Cher e Cia. fazem um belo makeover na amiga grunge intepretada pela Brittany Murphy, ou em Uma Linda Mulher, quando a prostituta Vivian. Esse video tá cheinho de personagens desse tipo:

3- O melhor amigo doidão

Tem um filme que sempre paro pra ver que é o mais idiota de todos em termos de comédia romantica: Como Se fosse a Primeira Vez. Drew Barrymore é uma mulher que tem amnésia crônica – todos os dias ela revive a data em que sua mãe morreu e não lembra de nada do dia anterior. Adam Sandler faz aquele mesmo papel de todos os filmes: o moço bobão, mas meigo, que se apaixona por ela. O melhor amigo dele é o Rob Schneider (outro que sempre faz o mesmo papel, de doido), ele faz papel do Ula, um havaino que não sabe conviver socialmente.

http://youtu.be/nWwBq_kTEOU

Esse tipo de personagem sempre tá por aí pra tentar fazer o filme não virar uma grande dor de dentes melosa ou um grande barraco resultante da tensão sexual não admitida entre os protagonistas. Pensem no Seth Rogen em O Virgem de 40 Anos ou personagem do Spike em Notthing Hill. Tem uns sujeitos que não são melhores amigos, mas cujas habilidades sociais são tão inexistentes que eles se qualificam para essa categoria, como o Dustin Hoffmann em Entrando Numa Fria Ainda Maior.

2- O capitalista convertido

Lembram da Charlize Theron como aquela hippie on crack no filme Doce Novembro? Ela fazia o papel de uma dessas freaks apaixonantes, de quem falei antes. Já o galã, era um Keanu Reeves executivo, ligado no 220v, que só pensava em dinheiro e trabalho. Bastou passar um mês sem tv nem computador na casa da mocinha, que virou um cara gente boa, com coração de manteiga e que até curte um cachorrinho fofo.

1- A vagabunda que descobre o amor

Taí a versão feminina do capitalista convertido. A vagabunda em questão não é por ela ser piriguete ou algo do gênero, é por ser uma vaca mesmo, a que faz a linha Carminha. Normalmente são mulheres poderosas, em cargos de chefia, que não tem medo de nada e não pensam em nada além da ascensão professional, mesmo que isso signifique passar por cima de tudo e de todos. Normalmente as personagens são ladras, traídoras, aquelas que armam de tudo pra fisgar um cara por causa do dinheiro, como Winona Ryder em A Herança de Mr. Deeds, ou por causa do status, como faz a Kate Hudson em Como Perder Um Homem Em 10 Dias.

Mas olhe de perto e você vai perceber que todas têm um lado muito sensível, elas sofrem como qualquer outra mulher e são até capazes de se apaixonar por suas vítimas. Todas sempre se arrependem de ser bitch no final. Pra mim, o melhor exemplo é a Sandra Bullock em A Proposta:

E você aí? Conhece mais clichês de filmes que eu não citei aqui? Fala aí nos comentários.

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5 filmes perfeitos para assistir nesse Halloween

Nunca fui fã de filmes de terror, sempre me assusto mais do que devia e acabo passando vergonha por dar gritos histéricos durante o filme inteiro. Quando acaba ainda fico dias e dias com medo de fantasma ou de ficar sozinha em casa, é ridículo. Por isso, fiz uma listinha mais light, com produções que tem um quê de sombrias, mas que ainda são dignas de Sessão da Tarde e possíveis de serem assistidas com a família inteira. Vamos lá:


1. Edward Mãos de Tesoura

Só de ter o Johnny Depp e a Winona Ryder já seriam um grandes motivos para assitir esse filme, mas ele ainda tem taaanta coisa legal. Edward mora sozinho num castelo no topo de uma montanha. Ele tem mãos de tesoura porque foi “criado” por um inventor maluco, que morreu antes de poder criar suas mãos. Daí um dia uma senhorinha vai lá no castelo e tira ele do isolamento, levando-o pra morar em sua casa. As coisas vão bem por um tempo, Edward começa a cortar o cabelo das mulheres e tudo o mais, mas chega uma hora em que as pessoas da comunidade se voltam contra ele.

2. A Família Addams

Amo! Quando eu era criança esse era um dos meus filmes preferidos, toda vez que ia na locadora pedia pra minha mãe alugar (e olha, foram muitas vezes). Pra completar eu ainda tinha o video game do do filme e uma grande frustração da minha infância foi nunca conseguir zerar a porcaria do jogo.

3. Hocus Pocus – ou Abracadabra aqui no Brasil

Único filme bom com a Sarah Jessica Parker (não, nunca fui de Sex And The City) e de quebra ainda tem a diva Bette Middler. As irmãs Sanderson são três bruxinhas fofas que são trazidas à vida depois de 300, bem na noite do Halloween. O filme é hilário, tem a Thora Birch ainda pequenininha (uma graça!), um gato que fala e, o melhor de tudo, tem essa cena das bruxas cantando I Put a Spell On You:

4. Beetlejuice

Ok, mais um filme do Tim Burton. Mas vocês queriam o que? TODOS os filmes do Tim Burton se encaixam nessa categoria filme-de-halloween-que-não-é-de-terror e a maioria dele é bom. Beetlejuice provavelmente foi o filme que assisti mais vezes na Sessão da Tarde. Sempre parava pra ver porque, de novo, tem a Winona e agora ela tá de adolescente gótica, o Michael Keaton tá incrivelmente nojento como Beetlejuice (quando era criança e via o filme dublado nunca entendia porque chamavam ele de Besouro-Suco), e tem ESSA CENA que é a mais maravilhosa de todos os tempos:

Lembram da música do Bubaloo Banana? Era essa! Sempre morria quando passava.


5. As Bruxas de Eastwick

Esse é um pouco mais adulto que os outros e só o elenco já diz muito sobre ele: Jack Nicholson, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Cher! A três são mulheres entediadas, decepcionadas com sua vida amorosa, que se sentem reprimidas na vida sexual e que reclamam da falta de homens em Eastwick. Até que Nicholson chega na cidade, todo charmosão, rico e parecendo o maior entendedor da alma feminina. Obviamente, com essas qualidades, ele consegue seduzir as três (Cadinho style) e finalmente elas tem uma alegria na vida. Mãaas, como nem tudo são flores nesse mundo, o cara se revela um velo de um canastrão com poderes sobrenaturais. As três mulheres, que não são bobas nem nada, resolvem se vingar dele aplicando alguns poderes que aprenderam com o próprio as ensinou. E, convenhamos, não tem nada mais divertido que vingança feminina no cinema! Eis a melhor cena:

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Top 5: Os melhores personagens de Johnny Depp no cinema

De uns tempos pra cá eu descobri algo que não tinha parado pra prestar muita atenção. Vi que sou fã de Johnny Depp. Olhando os milhões de DVDs nas prateleiras de casa, percebi que tenho mais de 15 filmes dele, talvez seja ator que mais aparece no DVD da minha sala. Aí, pensando nisso, achei que provavelmente eu não estivesse sozinho nesse gosto e resolvi fazer um ranking dos meus personagens preferidos do ator.

Será que vocês concordam com essa lista?

5º) Sweeney Todd (Sweeney Todd: O Barbeiro da Rua Fleet)
Achei que podia ser interessante termos um musical nesse ranking. Em Sweeney Todd, Johnny Depp interpreta um barbeiro que mata seus clientes e, em parceria com a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter, esposa de Tim Burton), transforma todas as suas carnes em deliciosas tortas pras pessoas do bairro. Gosto desse filme pela fotografia, um visual bem sombrio e inconfundivelmente Tim Burton, alem do fato de que aqui a gente descobre que Johnny Depp sabe cantar alem de todo o resto.

 

4º) O Chapeleiro Maluco – Alice no Pais das Maravilhas

Sempre gostei da história da Alice. O desenho da Disney já era um dos meus preferidos e, ao anunciarem a adaptação pro cinema nas mãos de Tim Burton fiquei animadíssimo. Quando fui ver no IMAX em 3D com um monte de coisa colorida praticamente me batendo no rosto pulando pra fora da tela, me deparei com Johnny Depp no papel de Chapeleiro Maluco com olhos extremamente grandes e milhões de cores. Foi amor à primeira vista. A gente já sabe que a parceria Johnny Depp/Tim Burton é quase um casamento e não tem muito como não dar certo. De vez em quando ainda tenho a impressão de que os papeis dele são repetitivos (pra mim, o papel de Chapeleiro Maluco é praticamente o mesmo de Willy Wonka), sempre meio malucos ou excêntricos demais, mas ainda assim não consigo não gostar.

 

3º) Sir James Matthew Barrie (Em Busca da Terra do Nunca)

Não sei se é um filme muito conhecido de todo mundo, mas assisti no cinema e desde então se tornou um dos meus preferidos. Basicamente, Johnny Depp interpreta James, um escritor frustrado em busca de uma idéia pra uma peça de teatro que seja seu grande sucesso. É aí que ele conhece Sylvia (Kate Winslet) e seus quatro filhos. Os meninos adoram as histórias de James, menos Peter, que não consegue ver muita graça em toda aquela fantasia. É aí que ele acaba criando a história do Peter Pan e é aí também que eu me acabo de chorar cada vez que eu assisto esse filme.

 

2º) Jack Sparrow (Piratas do Caribe)

O pirata mais amado de todos os tempos. Johnny Depp trouxe vida à Jack Sparrow e mexeu com o coração de todos nós. Um pirata completamente louco e desequilibrado que acaba fazendo tudo certo no final. Seu jeito de andar, de falar, de se movimentar, uma construção tão completa de um personagem que já está indo para o quinto filme da franquia. Esse é o segundo lugar do ranking, e eu tenho certeza que muitos de vocês podem até pensar que esse deveria estar em primeiro lugar mas, claro, eu não podia deixar de dar o lugar mais alto da lista para…

 

1º) Edward (Edward Mãos de Tesoura)

O primeiro filme em que eu (e acredito que praticamente todo mundo) viu esse rosto pela primeira vez, já com seus 27 anos de idade. Cheio de cicatrizes e com uma expressão triste e assustada, Johnny Depp interpretou Edward, uma versão (moderna para a época) do Frankenstein. Ao lado de uma jovem Winona Rider, ele luta contra o preconceito de toda uma cidade simplesmente por que suas mãos foram substituídas por tesouras. Bobagem né? O filme, dirigido por Tim Burton, foi indicado ao Oscar de melhor maquiagem e colocou Johnny Depp na lista dos nomes mais famosos de Hollywood já no início da década de 90.

E esse foi meu Top 5 dos melhores personagens de Johnny Depp no cinema. Concordam? Discordam? Quais são os preferidos de vocês?!

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TOP 5 Celebridades que já lançaram linhas de roupas (e você nem imaginava)

5. John Malkovich

Um dândi moderno

Sim, ele mesmo! O herói dos pseudo intelectuais do fim dos anos noventa é muito mais que um ator incrível. Ele, que já tinha a Uncle Kimono, marca de camisetas e roupas masculinas bem ruinzinha, resolveu insistir no mundo da moda e lançou recentemente a Technobohemian (bem melhor que a primeira). A especialidade da casa são roupas masculinas como gravatas, ternos, casacões e algumas peças em jeans, tudo muito caro e desenhado pelo próprio Malkovich.

E por que investir numa coisas dessas quando se é um ator sério e respeitado?

Porque paga bem? Assim como teve gente para assistir Quero Ser John Malkovich, tem gente pra comprar roupa com a assinatura do cara. Cada blazer custa em média 3 mil dólares, então faz as contas…

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4. Pamela Anderson

Roupa pra que?

Pamela já declarou que prefere mesmo é andar peladona por aí. Mas, já que a lei não deixa, a loira decidiu cair em contradição e se aventurar pelo mundo da moda. Ela começou quando passou a ser musa inspiradora do pessoal da Heatherette e entrou em um desfile (que era pra ser de moda) usando apenas um fio dental rosa.

Depois disso, Pam fez uma puta festa para lançar uma nova marca de roupas chamada A*Muse. Só foram 20 pessoas pra tal festa e depois disso nunca mais se ouviu falar da marca (a não ser por um certo processo por causa do nome já ter sido registrado).

E agora?

Quando a gente pensava que finalmente senhorita Baywatch ia desistir de ganhar dinheiro vestida, ela se envolveu em outro projeto de moda. Dessa vez a coisa parece mais acertada: Pam agora é designer e estrela da campanha de uma coleção de lingerie e meias para a loja Secrets in Lace. E a gente espera que pare por aí.

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3. Liam Gallagher

WTF?? Você me pergunta. Pois é, acho que última coisa que lembro quando ouço falar no Liam é MODA. Lembro dele brigando com tudo quanto é gente, no meio da fumaça falsa num daqueles clips do Oasis, lembro até que eu era fã da banda e tinha um daqueles álbuns com fotos e tudo o mais.

Mesmo assim sim, o pequeno Gallagher teve a pachorra de desenhar suas próprias roupas. A marca do moço se chama Pretty Green e parece feita para aquele tipo de cara metido a machão, que lava o carro alegremente aos domingos. Sério, são camisas pólo dignas do próprio Faustão, calças em forma de saco de batatas, parkas mais quadradas que o Bob Esponja…um verdadeiro show de horrores.

E quem compra essa porcaria?

Provavelmente esse mesmo tipo de cara sem gosto, citado aí em cima. O que prova que Liam como designer é um ótimo fã de Beatles.

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2. Helena Bonham Carter

Eu me amo!

Helena, uma das mulheres mais mal vestidas do showbiz, um dia acordou acreditando que alguém gostaria de se vestir como ela e lançou uma marca de roupas. Nascia assim a Pantaloonies, cujo carro chefe eram essas calças jeans customizadas quase ridículas, que ela aparece usando nas fotos acima.

Você usaria?

Só posso dizer que jeans + customizado = perigo.  Mas é preciso dar props à Senhora Tim Burton, porque requer uma boa dose de auto-confiança investir tempo e dinheiro numa coisa dessas.

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1. Danny Trejo

Camisetas pra que se eu tô sempre meio pelado?

Conheço um número grande de moços que se achariam os últimos gangster do planeta só por mencionar Danny Trejo numa frase. Agora, imagine só a reação desse batalhão de hustlers fakes ao se deparar com uma LINHA DE CAMISETAS DO DANNY TREJO! Ohhh maaan… Deve ser tipo eu na liquidação do Reinaldo Lourenço.  Agora você, menina indie do meu Brasil, já sabe como presentar seu namorado adolescente de 30 anos.

As camisetas ao menos são legais?

Bom, se você achar incrível sair com o Machete estampado no peito, vai fundo. A marca do cara tá cheia dessas estampas metidas a bad ass, que só caem bem se você tem menos de 15 anos.

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Meia-noite em Paris e o eterno descontentamento

Atenção: pode conter spoilers

Em Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen já havia retratado lindamente nossa eterna busca pela tal realização pessoal. Cristina é uma menina linda, aparentemente rica e entediada, como boa parte das pessoas da nossa geração (só a parte do “entediada, tsá?).

No filme, ela acabou de terminar um relacionamento, fez alguns trabalhos que não deram lá muito certo e passa por um daqueles clássicos momentos de mudança. Por isso, resolve viajar à procura de algo que à complete sexual, profissional e romanticamente, algo que lhe mostre o sentido da vida. E, quando finalmente encontra, muda de idéia.

Nesse momento, Maria Elena, a personagem louca de Penelope Cruz, perde o controle e, num acesso de raiva, usa magistralmente o termo “chronic dissatisfaction” para caracterizar os sentimentos volúveis de Cristina.

Pois hoje esse tal eterno/crônico descontentamento é mais comum do que a gente imagina, dizem até que é a grande doença do século 21. E olha, se você parar pra pensar, vai ver que conhece muita gente de vine e poucos anos que não sabe o que fazer com a própria vida, isso se você mesmo não passar por isso. Gente que queria ser um rockstar quando criança, estudou, namorou, leu todos os livros, se formou, arrumou estágio, emprego, fez mestrado, ficou noivo, viajou pra Europa… E agora não sabe mais para onde ir.

Parece até que o grande sonho dessa geração é saber qual é o seu grande sonho.

Tô falando isso porque acabei de voltar do cinema, onde assisti Meia-noite em Paris, com certo atraso. No filme, Woody Allen repete fórmula de Vicky Cristina Barcelona, agora com Gil, o personagem de Owen Wilson. Pra resumir, o cara é um americano de férias em Paris, que se sente deslocado da realidade em que vive e, de um modo meio louco, acaba indo parar na Paris dos anos 1920.

Ao passar por essa viagem no tempo, Gil percebe que, a partir do momento em que tem a oportunidade de viver nessa época a que se acha pertencente, ela perde o encanto e ele passa a desejar outra coisa. Em outras palavras, ele percebe que a realidade é o momento presente e que não há outro lugar em que ele poderia estar senão no controle de sua própria vida.

Essa mudança de percepção do personagem me fez lembrar de uma entrevistinha que dei para a Revista TPM. A pergunta era: É possível sentir-se 100% satisfeita? Por quê? Se sim, de que maneira? E minha resposta foi essa:

Sim, mas não por muito tempo. Porque não existe felicidade que dure para sempre, como nos livros. Existem graus de satisfação, primeiro você precisa satisfazer necessidades básicas como comer, ir ao banheiro, dormir; depois precisa de conforto, por exemplo, comer a comida X ou dormir numa cama macia, e assim por diante. Quando paramos para pensar, há sempre algo pendente, algo por querer, por realizar, que gera aquela pontinha de insatisfação. E bem ou mal é isso que nos movimenta.

É possível sim, ter momentos de extrema satisfação, mas no momento seguinte você pensa “Ah, mas e SE eu… fosse mais magra/bonita/rica/engraçada/legal; me mudasse para Paris/Londres/China; fizesse um curso de Francês/Culinária/Desenho/Mestrado; entrasse na academia/no balé/no kung fu…”. No final das contas, esse tipo de pensamento, se bem conduzido, pode ser transformado em algo construtivo e nos fazer melhorar cada vez mais.

Em linhas gerais, o que quis dizer é que é não dá pra estar 100% satisfeita o tempo todo. Mas isso deve ser usado de forma inteligente, para nos impulsionar para novos objetivos e não ser confundido com pessimismo, nos deixar com a sensação de que está tudo errado ou ser transformado em patologia.

Ser cronicamente descontentes é a nossa condição. Procurar maneiras de transformar o presente e encontrar a felicidade nas pequenas coisas é que é o grande desafio.

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