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Top 5: Os melhores personagens de Johnny Depp no cinema

De uns tempos pra cá eu descobri algo que não tinha parado pra prestar muita atenção. Vi que sou fã de Johnny Depp. Olhando os milhões de DVDs nas prateleiras de casa, percebi que tenho mais de 15 filmes dele, talvez seja ator que mais aparece no DVD da minha sala. Aí, pensando nisso, achei que provavelmente eu não estivesse sozinho nesse gosto e resolvi fazer um ranking dos meus personagens preferidos do ator.

Será que vocês concordam com essa lista?

5º) Sweeney Todd (Sweeney Todd: O Barbeiro da Rua Fleet)
Achei que podia ser interessante termos um musical nesse ranking. Em Sweeney Todd, Johnny Depp interpreta um barbeiro que mata seus clientes e, em parceria com a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter, esposa de Tim Burton), transforma todas as suas carnes em deliciosas tortas pras pessoas do bairro. Gosto desse filme pela fotografia, um visual bem sombrio e inconfundivelmente Tim Burton, alem do fato de que aqui a gente descobre que Johnny Depp sabe cantar alem de todo o resto.

 

4º) O Chapeleiro Maluco – Alice no Pais das Maravilhas

Sempre gostei da história da Alice. O desenho da Disney já era um dos meus preferidos e, ao anunciarem a adaptação pro cinema nas mãos de Tim Burton fiquei animadíssimo. Quando fui ver no IMAX em 3D com um monte de coisa colorida praticamente me batendo no rosto pulando pra fora da tela, me deparei com Johnny Depp no papel de Chapeleiro Maluco com olhos extremamente grandes e milhões de cores. Foi amor à primeira vista. A gente já sabe que a parceria Johnny Depp/Tim Burton é quase um casamento e não tem muito como não dar certo. De vez em quando ainda tenho a impressão de que os papeis dele são repetitivos (pra mim, o papel de Chapeleiro Maluco é praticamente o mesmo de Willy Wonka), sempre meio malucos ou excêntricos demais, mas ainda assim não consigo não gostar.

 

3º) Sir James Matthew Barrie (Em Busca da Terra do Nunca)

Não sei se é um filme muito conhecido de todo mundo, mas assisti no cinema e desde então se tornou um dos meus preferidos. Basicamente, Johnny Depp interpreta James, um escritor frustrado em busca de uma idéia pra uma peça de teatro que seja seu grande sucesso. É aí que ele conhece Sylvia (Kate Winslet) e seus quatro filhos. Os meninos adoram as histórias de James, menos Peter, que não consegue ver muita graça em toda aquela fantasia. É aí que ele acaba criando a história do Peter Pan e é aí também que eu me acabo de chorar cada vez que eu assisto esse filme.

 

2º) Jack Sparrow (Piratas do Caribe)

O pirata mais amado de todos os tempos. Johnny Depp trouxe vida à Jack Sparrow e mexeu com o coração de todos nós. Um pirata completamente louco e desequilibrado que acaba fazendo tudo certo no final. Seu jeito de andar, de falar, de se movimentar, uma construção tão completa de um personagem que já está indo para o quinto filme da franquia. Esse é o segundo lugar do ranking, e eu tenho certeza que muitos de vocês podem até pensar que esse deveria estar em primeiro lugar mas, claro, eu não podia deixar de dar o lugar mais alto da lista para…

 

1º) Edward (Edward Mãos de Tesoura)

O primeiro filme em que eu (e acredito que praticamente todo mundo) viu esse rosto pela primeira vez, já com seus 27 anos de idade. Cheio de cicatrizes e com uma expressão triste e assustada, Johnny Depp interpretou Edward, uma versão (moderna para a época) do Frankenstein. Ao lado de uma jovem Winona Rider, ele luta contra o preconceito de toda uma cidade simplesmente por que suas mãos foram substituídas por tesouras. Bobagem né? O filme, dirigido por Tim Burton, foi indicado ao Oscar de melhor maquiagem e colocou Johnny Depp na lista dos nomes mais famosos de Hollywood já no início da década de 90.

E esse foi meu Top 5 dos melhores personagens de Johnny Depp no cinema. Concordam? Discordam? Quais são os preferidos de vocês?!

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TOP 5 Celebridades que já lançaram linhas de roupas (e você nem imaginava)

5. John Malkovich

Um dândi moderno

Sim, ele mesmo! O herói dos pseudo intelectuais do fim dos anos noventa é muito mais que um ator incrível. Ele, que já tinha a Uncle Kimono, marca de camisetas e roupas masculinas bem ruinzinha, resolveu insistir no mundo da moda e lançou recentemente a Technobohemian (bem melhor que a primeira). A especialidade da casa são roupas masculinas como gravatas, ternos, casacões e algumas peças em jeans, tudo muito caro e desenhado pelo próprio Malkovich.

E por que investir numa coisas dessas quando se é um ator sério e respeitado?

Porque paga bem? Assim como teve gente para assistir Quero Ser John Malkovich, tem gente pra comprar roupa com a assinatura do cara. Cada blazer custa em média 3 mil dólares, então faz as contas…

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4. Pamela Anderson

Roupa pra que?

Pamela já declarou que prefere mesmo é andar peladona por aí. Mas, já que a lei não deixa, a loira decidiu cair em contradição e se aventurar pelo mundo da moda. Ela começou quando passou a ser musa inspiradora do pessoal da Heatherette e entrou em um desfile (que era pra ser de moda) usando apenas um fio dental rosa.

Depois disso, Pam fez uma puta festa para lançar uma nova marca de roupas chamada A*Muse. Só foram 20 pessoas pra tal festa e depois disso nunca mais se ouviu falar da marca (a não ser por um certo processo por causa do nome já ter sido registrado).

E agora?

Quando a gente pensava que finalmente senhorita Baywatch ia desistir de ganhar dinheiro vestida, ela se envolveu em outro projeto de moda. Dessa vez a coisa parece mais acertada: Pam agora é designer e estrela da campanha de uma coleção de lingerie e meias para a loja Secrets in Lace. E a gente espera que pare por aí.

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3. Liam Gallagher

WTF?? Você me pergunta. Pois é, acho que última coisa que lembro quando ouço falar no Liam é MODA. Lembro dele brigando com tudo quanto é gente, no meio da fumaça falsa num daqueles clips do Oasis, lembro até que eu era fã da banda e tinha um daqueles álbuns com fotos e tudo o mais.

Mesmo assim sim, o pequeno Gallagher teve a pachorra de desenhar suas próprias roupas. A marca do moço se chama Pretty Green e parece feita para aquele tipo de cara metido a machão, que lava o carro alegremente aos domingos. Sério, são camisas pólo dignas do próprio Faustão, calças em forma de saco de batatas, parkas mais quadradas que o Bob Esponja…um verdadeiro show de horrores.

E quem compra essa porcaria?

Provavelmente esse mesmo tipo de cara sem gosto, citado aí em cima. O que prova que Liam como designer é um ótimo fã de Beatles.

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2. Helena Bonham Carter

Eu me amo!

Helena, uma das mulheres mais mal vestidas do showbiz, um dia acordou acreditando que alguém gostaria de se vestir como ela e lançou uma marca de roupas. Nascia assim a Pantaloonies, cujo carro chefe eram essas calças jeans customizadas quase ridículas, que ela aparece usando nas fotos acima.

Você usaria?

Só posso dizer que jeans + customizado = perigo.  Mas é preciso dar props à Senhora Tim Burton, porque requer uma boa dose de auto-confiança investir tempo e dinheiro numa coisa dessas.

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1. Danny Trejo

Camisetas pra que se eu tô sempre meio pelado?

Conheço um número grande de moços que se achariam os últimos gangster do planeta só por mencionar Danny Trejo numa frase. Agora, imagine só a reação desse batalhão de hustlers fakes ao se deparar com uma LINHA DE CAMISETAS DO DANNY TREJO! Ohhh maaan… Deve ser tipo eu na liquidação do Reinaldo Lourenço.  Agora você, menina indie do meu Brasil, já sabe como presentar seu namorado adolescente de 30 anos.

As camisetas ao menos são legais?

Bom, se você achar incrível sair com o Machete estampado no peito, vai fundo. A marca do cara tá cheia dessas estampas metidas a bad ass, que só caem bem se você tem menos de 15 anos.

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Meia-noite em Paris e o eterno descontentamento

Atenção: pode conter spoilers

Em Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen já havia retratado lindamente nossa eterna busca pela tal realização pessoal. Cristina é uma menina linda, aparentemente rica e entediada, como boa parte das pessoas da nossa geração (só a parte do “entediada, tsá?).

No filme, ela acabou de terminar um relacionamento, fez alguns trabalhos que não deram lá muito certo e passa por um daqueles clássicos momentos de mudança. Por isso, resolve viajar à procura de algo que à complete sexual, profissional e romanticamente, algo que lhe mostre o sentido da vida. E, quando finalmente encontra, muda de idéia.

Nesse momento, Maria Elena, a personagem louca de Penelope Cruz, perde o controle e, num acesso de raiva, usa magistralmente o termo “chronic dissatisfaction” para caracterizar os sentimentos volúveis de Cristina.

Pois hoje esse tal eterno/crônico descontentamento é mais comum do que a gente imagina, dizem até que é a grande doença do século 21. E olha, se você parar pra pensar, vai ver que conhece muita gente de vine e poucos anos que não sabe o que fazer com a própria vida, isso se você mesmo não passar por isso. Gente que queria ser um rockstar quando criança, estudou, namorou, leu todos os livros, se formou, arrumou estágio, emprego, fez mestrado, ficou noivo, viajou pra Europa… E agora não sabe mais para onde ir.

Parece até que o grande sonho dessa geração é saber qual é o seu grande sonho.

Tô falando isso porque acabei de voltar do cinema, onde assisti Meia-noite em Paris, com certo atraso. No filme, Woody Allen repete fórmula de Vicky Cristina Barcelona, agora com Gil, o personagem de Owen Wilson. Pra resumir, o cara é um americano de férias em Paris, que se sente deslocado da realidade em que vive e, de um modo meio louco, acaba indo parar na Paris dos anos 1920.

Ao passar por essa viagem no tempo, Gil percebe que, a partir do momento em que tem a oportunidade de viver nessa época a que se acha pertencente, ela perde o encanto e ele passa a desejar outra coisa. Em outras palavras, ele percebe que a realidade é o momento presente e que não há outro lugar em que ele poderia estar senão no controle de sua própria vida.

Essa mudança de percepção do personagem me fez lembrar de uma entrevistinha que dei para a Revista TPM. A pergunta era: É possível sentir-se 100% satisfeita? Por quê? Se sim, de que maneira? E minha resposta foi essa:

Sim, mas não por muito tempo. Porque não existe felicidade que dure para sempre, como nos livros. Existem graus de satisfação, primeiro você precisa satisfazer necessidades básicas como comer, ir ao banheiro, dormir; depois precisa de conforto, por exemplo, comer a comida X ou dormir numa cama macia, e assim por diante. Quando paramos para pensar, há sempre algo pendente, algo por querer, por realizar, que gera aquela pontinha de insatisfação. E bem ou mal é isso que nos movimenta.

É possível sim, ter momentos de extrema satisfação, mas no momento seguinte você pensa “Ah, mas e SE eu… fosse mais magra/bonita/rica/engraçada/legal; me mudasse para Paris/Londres/China; fizesse um curso de Francês/Culinária/Desenho/Mestrado; entrasse na academia/no balé/no kung fu…”. No final das contas, esse tipo de pensamento, se bem conduzido, pode ser transformado em algo construtivo e nos fazer melhorar cada vez mais.

Em linhas gerais, o que quis dizer é que é não dá pra estar 100% satisfeita o tempo todo. Mas isso deve ser usado de forma inteligente, para nos impulsionar para novos objetivos e não ser confundido com pessimismo, nos deixar com a sensação de que está tudo errado ou ser transformado em patologia.

Ser cronicamente descontentes é a nossa condição. Procurar maneiras de transformar o presente e encontrar a felicidade nas pequenas coisas é que é o grande desafio.

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